quem quer amigos de merda?

sobre umas amizades instáveis que mantenho com pessoas da internet. que, apesar de não me conhecerem por inteiro, me dão constantes diagnósticos de personalidade, baseados nas suas inseguranças.

quem quer amigos de merda?

Como sinto falta dos amigos que acreditam em mim! Vou até escrever sobre eles! Alguns amigos atuais me veem com um pouco de receio, como um concorrente, uma ameaça. Fica uma atmosfera horrível. E eu que sou uma pessoa leve e bobinha, vou deixando passarem dos limites.

Tudo começa com uma brincadeira pra me diminuir, em forma de ataque. O ataque que, na verdade, é uma defesa desnecessária. A autoestima das pessoas tá tão devastada, que resulta em atacar os próprios aliados.

Nisso, eu crio um personagem caricato desse monstro que eles construíran com a minha imagem. Mas parece que eles realmente acreditam que eu sou o personagem monstruoso, e que não tem nada de caricato.

Ja é a terceira vez que me aventuro em me misturar com gente que não tem a ver comigo. Por isso sinto tanta falta do Andrey, que era tudo a ver comigo.

Não sei em que buraco vou ter que me enfiar pra evitar essas situações. Eu já me considero uma pessoa naturalmente isolada e reservada. Não tem como ser mais.

É triste, pois, pra alguns amigos, eu tenho que esconder toda a minha trajetória, meus conhecimentos, conquistas, minhas habilidades. Não posso compartilhar, porque eles acham que estou contando vantagem, ou querendo estar sempre certo (nas palavras que usam). Me coloco sempre no lugar da pessoa, por isso sou compreensível.

Mas é impossível fugir dessa vibe sanguessuga, de pessoas que até tentam gostar de mim, mas acabam se intoxicando com comparações, competições de quem tem mais razão - enfim, a pessoa quer ser maior que eu nem que seja no aspecto mais insignificante, como se realmente houvesse uma competição.

Deixando meu coração falar o que quer, digo: não há competição. Eu tenho pena de querer competir e falar tudo que tenho pra falar, e colher a razão que sempre tenho quando essas coisas acontecem. Sou mais velho, mais experiente, mais inteligente, mais sagaz, e de fato melhor que essas pessoas na maioria das coisas que eu faço.

Mas eles não sabem separar as coisas. Fica essa guerra boba, todos contra mim, e eu contra ninguém. Provavelmente vou precisar de uma escolha. Vou ser o menos radical possível, tentar dissolver essas relações da maneira suave, o que é um desafio.